Dia dos Pais, uma reflexão.

A semana que antecedeu o dia dos pais foi pródiga em tragédias familiares. Em São Paulo, um menino de treze anos (que teria se suicidado) é o único                                                                      suspeito da autoria dessa atrocidade.  Em Dois Irmãos, no Vale do Sinos,  Orides Back, 30 anos,  pai das gêmeas Lorrany e Raiany, atropelou de propósito as meninas e a avó delas, matando uma das filhas.    

          Lutero diagnosticou a causa de tragédias como estas com a pergunta: “Por que você acha que atualmente o mundo está tão cheio de deslealdade, infâmia, miséria e assassinatos, senão pelo fato de cada um querer ser dono do próprio nariz, sem se importar com ninguém e fazendo o que quer?  

           Quando as pessoas são estimuladas a requerer os seus direitos acima de seus deveres “cada um quer ser o dono do próprio nariz”, acaba fazendo o que quer e, tantas vezes, seus relacionamentos familiares azedam a ponto de se matarem.

         No Catecismo Maior, Lutero conclui: “Se a palavra e a vontade de Deus estiverem em vigor e forem cumpridas, nenhuma vontade, nem palavra deverão valer mais que a dos pais, contanto que seja mantida a obediência para com Deus”. Nesta perspectiva é melhor os pais e os filhos privilegiar os seus deveres e não os seus direitos. Aí os filhos irão encarar os pais como representantes de Deus e, por outro, os pais terão mais alegria, amor, carinho e harmonia ao exercer a paternidade.  

          Portanto, um recado aos pais e aos filhos: nós, pais, devemos estar com um pé no céu, pela fé em Jesus, e outro pé na terra para acompanhar os filhos nos caminhos da vida para lhes dar o céu; os filhos devem considerar os pais como representantes do Pai celeste na terra, serem respeitosos e honrá-los.  Estas atitudes fazem bem às famílias e impedem as atrocidades que acontecem quando cada um quer ser dono do próprio nariz.

         Ah!  Um homem e o seu filho estavam escalando uma montanha. Eles chegaram a um lugar onde a escalada era difícil e até mesmo perigosa. O pai parou para escolher qual deveria ser o caminho para seguirem adiante. Então ele ouviu o garoto logo atrás de si dizer: “Escolha o caminho melhor, pai, que eu estou indo logo atrás de você”! 

                                                                                                                                                          Edgar Lemke

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